Por que a gente não diz quanto tempo leva antes de ver o seu projeto
É a primeira pergunta de quase todo orçamento, e a resposta honesta é “depende”. Este texto explica de que depende — e o que a gente se compromete a dizer antes de começar.
Luís Felipe2 min de leitura

“Quanto tempo leva?” é a primeira pergunta de quase todo primeiro contato, e a resposta que a gente dá é sempre a mesma: o prazo sai fechado na proposta, antes de começar.
Soa como enrolação. Então vale explicar o que está por trás, porque não é.
Um prazo dado por telefone é um prazo inventado
Quem responde “três semanas” sem ter visto o projeto está fazendo uma de duas coisas. Ou chutou alto o bastante para caber qualquer surpresa — e aí você está pagando pela margem de segurança dele. Ou chutou o que você queria ouvir, e o prazo vai estourar; só não hoje, na ligação.
A gente prefere a conversa chata: ver o que existe, dizer de que depende, e mandar por escrito.
De que depende, por serviço
Site. O número de páginas, e principalmente quanto conteúdo já existe. Um site de cinco páginas com os textos escritos e as fotos prontas caminha. O mesmo site com “os textos a gente vê depois” não tem prazo — tem espera. Na prática, a parte mais lenta de quase todo site não é o site: é o conteúdo.
Marca. Quantas aplicações entram. Símbolo, paleta, tipografia e manual têm um caminho conhecido. O que estica é o número de peças que a marca precisa cobrir no fim, e isso muda de um negócio que precisa de fachada e frota para um que precisa de perfil e cartão.
Google Meu Negócio. Aqui há uma parte que não está na nossa mão: a verificação. Quem decide é o Google, e o método varia — vídeo, carta, telefone. A gente conduz e acompanha, mas prometer data para isso seria prometer o que não controlamos.
Busca e conteúdo. Não dá para marcar data. O Google leva semanas para reconhecer mudanças, e quanto mais disputado o termo, mais demora. O que a gente combina é o que vai ser feito e quando você vê o relatório — não em que semana você aparece.
Social media. Prazo aqui é o contrário: não tem fim, tem ritmo. O que se combina é o volume por mês, e o volume é escolhido para caber na sua rotina de aprovação, não na nossa de produção. Frequência que você não consegue aprovar não é frequência, é fila.
O que sai por escrito, sempre
Antes de qualquer trabalho começar, você recebe escopo, prazo e preço, por escrito. O prazo passa a valer a partir dali, e só muda se o escopo mudar — e quando muda, a gente diz na hora, não na entrega.
Essa é a parte que dá para prometer. E a razão de a gente não prometer antes é justamente para essa valer.
Perguntas frequentes
Por que vocês não passam um prazo médio por telefone?
Porque um prazo médio só serve se o seu projeto for médio, e não há como saber isso antes de olhar. Quem responde de imediato está chutando alto para se proteger, e você paga por essa margem, ou está dizendo o que você quer ouvir.
O que mais atrasa um projeto de site?
O conteúdo. Um site de cinco páginas com textos escritos e fotos prontas caminha; o mesmo site com “os textos a gente vê depois” não tem prazo, tem espera. É a parte que quase sempre está com o cliente, não com o estúdio.
O prazo da proposta pode mudar depois?
Só se o escopo mudar — e quando muda, a gente avisa na hora em que muda, não na entrega. Sem mudança de escopo, o prazo que está por escrito é o prazo.
Em quanto tempo eu apareço no Google?
Não dá para marcar data. O Google leva semanas para reconhecer mudanças, e quanto mais disputado o termo, mais demora. Qualquer garantia de posição em data certa é sinal de que alguém está vendendo o que não controla.