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Social Media

De 813 para 6 mil visualizações por mês

Um ano de social media no perfil de uma consultora de carreira, com os números dos Insights. O que cresceu, o que não cresceu, e por que o resultado que importa não está no Instagram.

Luís Felipe2 min de leitura

Mesa de madeira vista de cima, com um notebook, uma câmera e um papel grande coberto de gráficos e anotações de marketing feitos à mão

Em agosto de 2025, o perfil da Jane Souza somou 813 visualizações no mês inteiro. Ela tinha trinta anos de experiência recrutando e selecionando profissionais, e havia decidido virar esse conhecimento para quem está tentando recolocação. O que faltava não era o que dizer. Era quem estivesse ouvindo.

Em setembro começamos o trabalho de social media. Um ano depois, a faixa é de 4,9 mil a 6,6 mil visualizações por mês, com um pico de 9 mil em dezembro. Oito vezes mais, sustentado por mais de um ano.

Os números abaixo saíram dos Insights do perfil dela, e o case inteiro está publicado — com as datas e os períodos de cada cartão.

O que mudou

A frequência virou o ponto fixo. Cerca de oito reels, seis posts e trinta stories por mês, mantidos desde o começo. Não é um número mágico: é o volume que o calendário dela sustenta sem atropelo, aprovado antes de qualquer arte.

O mês entra planejado. Temas, formatos e datas fechados antes da produção. O que mata perfil de profissional liberal quase nunca é falta de ideia — é a terceira semana, quando a agenda aperta e a publicação é a primeira coisa a cair.

O formato que sustenta isso é o carrossel que desdobra um tema em passos, na linguagem de quem já sentou na cadeira do outro lado da entrevista. O mais visto dos últimos trinta dias chegou a 2 mil visualizações sozinho — mais que o perfil inteiro fazia em um mês, antes.

O que não mudou

Vale dizer, porque é o tipo de número que costuma ser apresentado errado.

A fatia de quem vê sem seguir o perfil ficou parecida — na verdade caiu, de 44% em agosto de 2025 para 26% em junho de 2026. Lido sozinho, parece piora.

Só que a fatia incide sobre um volume muito maior. Em números absolutos, as pessoas de fora da base saíram de cerca de 350 por mês para algo entre 1,7 mil e 3,1 mil. A base de seguidores cresceu mais rápido que o alcance externo, o que empurra a porcentagem para baixo enquanto o alcance real sobe.

É o mesmo dado contando duas histórias. A honesta é a segunda.

O resultado que não está no Instagram

Nenhum dos números acima é o motivo de a Jane ter contratado social media.

O motivo era a agenda de consultoria. Hoje ela está cheia.

Não temos como provar que uma coisa causou a outra — ninguém tem, e desconfie de quem disser que tem. O que dá para dizer com segurança: um perfil que ninguém vê é uma sala de espera vazia, e para um trabalho que se vende por confiança, a pessoa precisa encontrar você antes de contratar.

Perguntas frequentes

Em quanto tempo um perfil começa a crescer?

Aqui o primeiro salto grande apareceu no quarto mês, e a faixa só se estabilizou depois de seis. Não é regra: depende do assunto, de quanto material existe para publicar e de quão disputado é o nicho. O que dá para prometer é o volume publicado, não a data do resultado.

Quantas publicações por mês são necessárias?

O número que importa é o que você consegue aprovar sem atrasar. Neste caso são cerca de oito reels, seis posts e trinta stories, e esse volume foi escolhido por caber na rotina dela — frequência que não é aprovada não é frequência, é fila.

Cair a porcentagem de não seguidores é ruim?

Não necessariamente, e este caso é o exemplo. A fatia caiu de 44% para 26% enquanto o número absoluto de pessoas de fora da base subiu de cerca de 350 para algo entre 1,7 mil e 3,1 mil por mês. A base cresceu mais rápido que o alcance externo, o que empurra a porcentagem para baixo com o alcance real subindo.

Dá para provar que o Instagram encheu a agenda?

Não, e ninguém tem como. O que dá para afirmar é que um perfil que ninguém vê não gera contato nenhum, e que num trabalho vendido por confiança a pessoa precisa encontrar você antes de contratar.

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